sexta-feira, 19 de maio de 2017

Unidade e igreja



Νο início do cristianismo as igrejas eram autônomas entre si, mas formavam uma comunhão de igrejas. Certo? Por que hoje as coisas estão tão diferentes?

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Não é fácil de entender por que existe no seio do cristianismo, hoje, tanta falta de unidade. Cada um pensa ser o "proprietário" do evangelho e acredita estar na igreja mais fiel à mensagem de Cristo. O diálogo, o ecumenismo é visto como um pecado. O outro é somente ameaça e não tem nada para ensinar. Essas atitudes nascem com o egoísmo e expressam ideias anti-cristãs. Existe uma contradição muito grande nos cristãos de hoje, quando se trata de união entre as igrejas. A única maneira de superar essa fase é o diálogo, a abertura ao recíproco conhecimento.
O processo de união é necessário por que Cristo almejou que todos fôssemos unidos:
Para que todos sejam um. Como tu, Pai, estás em mi e eu em ti, que eles estejam em nós (João 17,21).
A unidade entre os cristãos permite um testemunho muito eficaz da mensagem evangélica e significa, em si, a proclamação do advento do Reino de Deus.

Os primeiros cristãos

A unidade da igreja tem um valor muito grande no livro dos Atos dos Apóstolos. É impressionante ver como Paulo está conectado com a Igreja de Jerusalém: cada viagem termina lá onde encontra os apóstolos. Esse é o elemento de união da comunidade, pois os apóstolos eram o elo entre a mensagem e a pessoa de Jesus. Essa ligação nunca deve ser interrompida. Tem uma índole sacramental e garante a nossa vontade de conexão íntima com o Cristo histórico. Esse aspecto eclesial não é fácil de ser entendido, também graças aos percursos históricos não tão exemplares.
Sei que nem todos condividem, mas não podemos pensar em igrejas isoladas, que nascem do nada. A unidade, retomando o texto de João, é um espelho que reflete a união que existe na Trindade. Como dizia Cipriano, os cristãos tem que se mostrar à humanidade como "um povo reunido na unidade do Pai, do Filho e do Espírito Santo".








Fonte: http://www.abiblia.org/ver.php?id=9865

Livros Apócrifos

                                                          Livros Apócrifos

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Os Livros apócrifos (grego: απόκρυφος; latim: apócryphus; português: oculto, também conhecidos como Livros Pseudocanônicos, são os livros escritos por comunidades cristãs e pré-cristãs (ou seja, há livros apócrifos do Antigo Testamento) nos quais os pastores e a primeira comunidade cristã não reconheceram a Pessoa e os ensinamentos de Jesus Cristo por serem escritos após o I século e, portanto, não foram incluídos no cânon bíblico.

O termo "apócrifo" foi criado por Jerônimo, no quinto século, para designar basicamente antigos documentos judaicos escritos no período entre o último livro das escrituras judaicas, Malaquias e a vinda de Jesus Cristo. São livros que, segundo a religião em questão, não foram inspirados por Deus e que não fazem parte de nenhum cânon. São também considerados apócrifos os livros que não fazem parte do cânon da religião que se professa

Quando falamos de apócrifos normalmente distinguimos entre Apócrifos do Antigo Testamento e Apócrifos do Novo Testamento. Abaixo dou uma lista, mas pode ser incompleta. Deixo a você a tarefa de contar o número deles.

APÓCRIFOS DO ANTIGO TESTAMENTO
PODEMOS SUBDIVIDIR EM OUTRAS CATEGORIAS:
APOCALIPSES:

    Apocalipse de Abram
    Apocalipse de Adão
    Apocalipse de Baruc
    Apocalipse greca de Baruc
    Apocalipse de Daniele
    Apocalipse de Elia (copta)
    Apocalipse de Elias (hebraico)
    Apocalipse de Esdras ou 4 Esdras
    Apocalipse de Sedrach
    Apocalipse de Moisés
    Apocalipse de Sofonias

TESTAMENTOS

    Testamento de Abraão
    Testamento de Adão
    Testamento dos 12 patriarcas
    Testamento de Isaac
    Testamento de Jacó
    Testamento de Jó
    Testamento de Moisés ou Assunção de Moisés
    Testamento de Salomão

OUTROS TEXTOS APÓCRIFOS DO ANTIGO TESTAMENTO:

    Ascensão de Isaías
    4 Baruc o Omissões de Jeremias
    Perguntas de Esdras
    1 Enoch ou livro de Enoch Etíope
    2 Enoch ou Enoch Eslavo
    3 Enoch ou Apocalipse hebraica de Enoch
    Livro dos Jubileus
    Livro de Iannes e Iambres
    Livro de José e Asseneth
    Livro di Noé
    5 Maccabeus
    Odes de Salomão
    Oráculos sibilinos
    Oração de José
    História de Achikar
    História dos Recabitas
    Vida de Adão e Eva
    Visão de Esdras
    Vidas dos profetas

APÓCRIFOS PRESENTES NA LXX

    Esdras grego
    Odes
    Oração de Manassés
    Terceiro livro dos Macabeus
    Quarto livro dos Macabeus
    Salmo 151
    Salmos 152-155
    Salmos de Salomão

TEXTOS CONSIDERADOS APÓCRIFOS PELOS PROTESTANTES, MAS PRESENTES NA BÍBLIA CATÓLICA

    Giudite
    Tobias
    1Macabeus
    2Macabeus
    Sabedoria
    Eclesiástico ou Sirácide
    Baruc
    Carta de Jeremia
    Oração de Azarias (Daniel)
    História de Susana (Daniel)
    Bel e o Dragão
    Versão grega de Ester

APÓCRIFOS DO NOVO TESTAMENTO
Evangelhos apócrifos

Evangelhos da infância de Jesus
    Proto-Evangelho de Tiago ou Evangelho da Infância de Tiago ou Evangelho de Tiago
    Código Arundel 404
    Evangelho da infância de Tomás ou Evangelho do Pseudo-Tomás
    Evangelho dello pseudo-Matteo ou Evangelho dell'infanzia de Matteo
    Evangelho árabe da infância
    Evangelho armênio da infância
    Livro sobre o nascimento de Maria
    História de José o carpinteiro

Evangelhos Judeu-Cristãos
    Evangelho dos Ebionitas
    Evangelho dos Nazareus ou Evangelho dos Nazarenos
    Evangelho dos hebreus

EVANGELHOS GNÓSTICOS

    Apocrifo de João ou Livro de João Evangelista ou Revelação Segreta de João
    Diálogo do Salvador
    Livro segreto de Tiago ou Apócrifo de Tiago
    Livro de Tomás
    Pistis Sophia ou Livro do Salvador
    Evangelho de Apel
    Evangelho de Bardesane
    Evangelho de Basilide
    Evangelho copto dos Egípcios
    Evangelho grego dos Egípcios
    Evangelho de Eva
    Evangelho segundo Filipe
    Evangelho de Judas
    Evangelho de Maria ou Evangelho de Maria Madalena
    Evangelho de Matias ou Tradição de Matias
    Evangelho da Perfeição
    Evangelho dos 4 ramos celestes
    Evangelho do Salvador ou Evangelho de Berlim
    Sabedoria de Jesus Cristo ou Sofia de Jesus Cristo
    Evangelho de Tomás ou Evangelho de Dídimo Thomás ou Quinto Evangelho
    Evangelho da Verdade

Evangelhos da Paixão
    Evangelho de Gamaliel
    Evangelho de Nicodemos
    Evangelho de Pedro
    Declaração de José de Arimatéia

Outros evangelhos
    Interrogatio Johannis ou Ceia segreta ou Livro de João Evangelista
    Evangelho de Barnabás
    Evangelho de Bartolomeu ou Questões de Bartolomeu
    Evangelho de Tadeu

Fragmentos de evangelhos
    Papiro de Ossirinco 840
    Papiro de Ossirinco 1224
    Evangelho Egerton
    Papiro de Fayyum
    Papiro de Berlim

EVANGELHOS PERDIDOS, MAS CITADOS POR OUTRAS FONTES

    Pregação de Pedro
    Evangelho de André
    Evangelho de Cerinto
    Evangelho dos Doze
    Evangelho de Mani
    Evangelho de Marcião
    Evangelho segreto de Marcos
    Evangelho dos Setenta

ATOS APÓCRIFOS

    Atos de André
    Atos de André e Matias
    Capitolo 29 dos Atos dos Apóstolos
    Atos de Barnabé
    Atos de Bartolomeu ou Martírio de Bartolomeu
    Atos de Santippe e Polissena
    Atos de Felipe
    Atos de João
    Atos de Marcos
    Atos de Mateus
    Atos de Paulo
    Atos de Paulo e Tecla
    Atos de Pedro
    Atto de Pedro
    Atos de Pedro e André
    Atos de Pedro e dos Doze
    Atos de Pedro e Paulo
    Atos de Pilatos
    Atos de Simão e Judas
    Atos de Tadeu
    Atos de Timóteo
    Atos de Tito
    Atos de Tomás

Cartas apócrifas
    Carta dos Apóstolos
    Carta de Barnabé
    Lettere de Inácio
    Carta dos Coríntios a Paulo
    Carta ai Laodicesi
    Lettere de Paulo e Sêneca
    Terza Carta de Paulo aos Coríntios
    Carta de Pedro a Felipe
    Carta de Pedro a Tiago Maior
    Caras de Jesus Cristo e do rei Abgar de Edessa
    Carta de Publio Lentulo

APOCALIPSES APÓCRIFOS

    Primeira Apocalipse de Tiago
    Segunda Apocalipse de Tiago
    Apocalipse da Virgen (etíope)
    Apocalipse da Virgen (grego)
    Apocalipse de Pedro (grego)
    Apocalipse de Pedro (copto)
    Apocalipse de Paulo (grego)
    Apocalipse de Paulo (copto)
    Apocalipse de Estêvão
    Apocalipse de Tomás

CICLO DE PILATOS

    Sentença de Pilatos
    Anáfora de Pilatos
    Paradosis de Pilatos
    Cartas de Pilatos e Erodee
    Cartas de Pilatos e Tiberio
    Vingança do Salvador
    Morte de Pilatos
    Cura de Tibério

OUTROS APÓCRIFOS

    Descina ao inferno (de Jesus)
    Doutrina de Addai
    Duas vias ou Juízo de Pedro
    Doutrina de Paulo
   Doutrina de Pedro
    Martírio de André apóstolo
    Martírio de Mateus
    Risurreição de Jesus Cristo (de Bartolomeu)
    Testamento de Jesus
    Tradição de Matias
    Dormição da Beata Maria Virgem ou Trânsito de Maria de João o Teólogo
    Trânsito da Beata Maria Virgem de José de Arimatéia
    Vida de João Batista de Seapião de Alexandria

LITERATURA SUB-APOSTÓLICA (DOCUMENTOS HISTÓRICOS)

    Didachè
    Primeira Carta de Clemente
    Segunda Carta de Clemente
    Carta de Inácio aos Efésios
    Carta de Inácio aos Magnesios
    Carta de Ignazio ai Tralianos
   Carta de Inácio aos Romanos
   Carta de Inácio aos Filadelfenses
   Carta de Inácio aos Esmirnenses
   Carta de Inácio a Policarpo
    Primeira Carta de Policarpo aos Filipenses
    Segunda Primeira Carta de Policarpo aos Filipenses
    Martírio de são Policarpo
    Papia de Gerapoli (fragmentos)
    Carta de Barnabé
    Homilia do pseudo-Clemente
    Pastor de Hermas
    Carta a Diogneto








Fonte: Wikipédia  ;  http://www.abiblia.org/


quinta-feira, 18 de maio de 2017

Origem dos Gigantes

                                                              Origem dos Gigantes


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Segundo o Livro de Gênesis e outros textos apócrifos anteriores, um conjunto de 200 anjos tinha a seu cargo a observação dos destinos da humanidade e a esses chamavam-se os «vigilantes». Entre eles encontrava-se Satã, Azazel e muitos outros. Os 200 anjos desejaram carnalmente as mulheres dos homens, e abandonaram os céus para se unirem a ela. Os anjos caídos tomaram assim as mulheres que escolheram para si, tiveram relações com elas e desposaram-nas. 

Dessas uniões entre anjos e mulheres nasceram filhos e a esses filhos chamaram-se Nefilins. Trata-se de uma raça híbrida, que era o cruzamento entre anjo celeste encarnado e mulher humana. Em troca das relações sexuais com as mulheres, os anjos ensinaram-lhes a ciência, a astrologia e a magia negra. Os filhos desta união, ( os nefilins), possuíam poderes sobrenaturais e foram conhecidos como os «heróis da antiguidade»; nas civilizações greco-romanas, tais seres foram chamados de «semi-deuses».

Antes do Dilúvio o que se diz é que “filhos de Deus”, os Benai Elohim, possuíram “as filhas dos homens, dentre elas as mais belas [ou fortes], conforme melhor lhes pareceu; vindo daí os gigantes do passado; ou, ainda: “Os varões poderosos que dominaram o mundo antigo”.
Leia:
"Esses nefilins eram os valentes, os homens de renome, que houve na antigüidade." Gênesis:6.4

Veio o Dilúvio com o fim de acabar com a “hibridização” que os Benai Elohim haviam realizado na Terra, não apenas com humanos, mas também fazendo experimentos que mudaram a natureza de todo ser vivente.
Porém, apesar do Dilúvio, aparentemente os Gigantes, ou seus descendentes enfraquecidos, sobreviveram; sendo prova disso a constatação bíblica de que os descendentes dos Nephilins, os gigantes do Genesis, continuavam presentes na terra de Canaã, bem como no mundo todo.
Flavius Josephus, historiador judeu que escreveu alguns dos textos de história mais importantes do mundo Ocidental, nos diz que os Gigantes do Genesis equivaliam aos Titãs dos Gregos, ou aos deuses dos Egípcios.
Na sequência das leituras bíblicas se lê o seguinte:

"Antes haviam habitado nela [na terra] os emins, povo grande e numeroso, e alto como os anaquins; eles também são considerados refains como os anaquins; mas os moabitas lhes chamam emins." Deuteronômio 2.10-11

 “Porque só Ogue, rei de Basã [Colinas de Golã], ficou de resto dos refains; eis que o seu leito, um leito de ferro, não está porventura em Rabá dos amonitas? O seu comprimento é de nove côvados [4 metros], e de quatro côvados [1,78 metros] a sua largura, segundo o côvado em uso."Deuteronômio 3.11

 “Também vimos ali os nefilins, isto é, os filhos de Anaque, que são descendentes dos nefilins; éramos aos nossos olhos como gafanhotos; e assim também éramos aos seus olhos." Números 13.33
Como digo no meu livro Nephilim, nas notas de roda-pé, havia na antiguidade homens de estatura sobremodo elevada. Havia “homens” na terra toda cuja estatura ultrapassava 4 metros.
Os primeiros gigantes, chamados na Bíblia de Nephilins (nefilins no original hebraico, que significa "caídos" ou "desertores") — não eram apenas tão altos, mas poderosos do ponto de vista de seus saberes e ciências ocultas, conforme nos diz o livro de Enoque; e ainda conforme o testemunho histórico antropológico que nos vem de todas as culturas antigas do mundo.

Israel queria acabar com os Gigantes de Canaã, especialmente porque na mente dos judeus havia a certeza de que eles, os super-homens, eram os sobreviventes dos Caídos, os dos que desertaram a sua dimensão, os anjos, os Benai Elohim, os “filhos de Deus” que hibridizaram a criação.
Assim se diz:

"Não foi deixado nem sequer um dos anaquins na terra dos filhos de Israel; somente ficaram alguns em Gaza, em Gate, e em Asdode." Josué 11.22
Israel, todavia, conviveu com os Gigantes até aos dias de Davi, quando os quatro últimos remanescentes foram mortos. Então se diz que nesse dia “Satanás se levantou contra Israel”.
Veja mais textos que nos falam da presença dos Gigantes depois do Dilúvio, até que Davi matou os últimos deles.

"Ora, o nome de Hebron era outrora Quiriate-Arba, porque Arba era omaior homem entre os anaquins. E a terra repousou da guerra." Josué 14.15
Outros grupos de gigantes chamados de Anaquins e Refains (ou Emins) se instalaram na Palestina entre o Mar Morto e a faixa de Gaza. Os israelitas mataram todos os gigantes desta região sobrando apenas o rei Ogue (na região norte da atual Jordânia) e alguns que foram para a faixa de Gaza (região entre o Mar Mediterrâneo e a cidade de Gaza).

"Então saiu do arraial dos filisteus um campeão, cujo nome era Golias, de Gate, que tinha de altura seis côvados e um palmo [2,89 metros]." 1 Samuel 17.4
Golias é o gigante mais famoso da história. No entanto não chegava a 3 metros de altura. Sim; para mim os gigantes do tipo Golias já eram as aberrações sem o poder e nem a inteligência superior dos Nephilins originais.

Textos como o que segue nos mostram que os sobreviventes dos Nephilins, após o Dilúvio, perderam os poderes e saberes de antes, ficando apenas o gigantismo como crescente anomalia.
"Houve ainda outra guerra em Gate, onde havia um homem de grande estatura, que tinha vinte e quatro dedos, seis em cada mão e seis em cada pé, e que também era filho do gigante." 1 Crônicas 20.6
Os gigantes de hoje são apenas seres que sofrem de anomalias, e nada têm a ver com os Nephilim.
A maior marca dos Nephilim não eram o tamanho, mas, segundo o Livro de Enoque, o saber, as ciências, as artes, o conhecimento dos céus, das ervas, das poções, das magias, e do uso dos poderes e energias do mundo invisível.

Hoje temos gigantismos, não mais Nephilins. Leia as seguintes histórias:
Em 1876 chegou a Londres um gigante fossilizado de 3,65 metros com seis dedos no pé direito. Ele foi desenterrado por Mr. Dyer durante uma operação mineira em County Antrim, Irlanda. Em seguida foi levado para exposição em Dublin, Liverpool e Manchester. Numa edição de dezembro de 1895, a revista British Strand Magazine publicou uma foto do fóssil tirada no depósito de mercadorias da Broad Street da Companhia de Estrada de Ferro North-Western, sendo mais tarde reimpressa no livro Traces of the Elder Faiths of Ireland de W. G. Wood-Martin (abaixo).

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Gigantes recentes são um pouco menores do que o famoso Golias, o filisteu que desafiou o exército de Israel, os gigantes mais recentes registrados têm altura entre 2,50 e 2,80 metros. 











Fonte: http://cafehistoria.ning.com/profiles/blogs/livro-ap-crifo-segredos-de-enoque-resenha-1

Fonte: https://www.caiofabio.net/conteudo_detalhe.php?          

quarta-feira, 17 de maio de 2017

Para quem quer ser noiva



                                          PARA QUEM QUER SER NOIVA...

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Para Jesus só haveria Igreja de Deus capaz de chocar o mundo, se os discípulos fossem pessoas que houvessem passado pelo processo existencial do genuíno nascer de novo; e que este fosse acima de tudo definido pela afirmação de Jesus quanto ao fato de que a habitação de Deus com os homens num Tabernáculo Vivo, Igreja no Caminho [Tabernáculo é habitação transitória], só seria possível se cada um tivesse vivido e mantido viva a experiência da relação com Deus em Cristo; e que existencialmente se define como “Eu neles; e Tu em mim; e eles em nós; para que sejam aperfeiçoados na unidade” — obviamente, antes de tudo Jesus aludia a unidade com Deus, pois, sem tal unidade de ser em Deus, ninguém tem unidade com ninguém neste mundo, por mais que uns chamem os outros de irmãos e amados.

O que Jesus propõe como vida com Deus que faça surgir a comunhão de gente de Deus no mundo, com chance de impactar o mundo, é algo que existe pela pulsão do amor de Deus e de amor uns pelos outros.

Entretanto, Jesus diz que tal amor de Deus que realiza a unidade entre os irmãos, é fruto da habitação do Eterno em nós.
Na realidade Jesus está falando outra vez do Templo de Ezequiel, o mesmo ao qual Ele aludiu quando em João Sete, quando convidou a todos os que quisessem, para que experimentassem ali mesmo o Templo de Ezequiel no coração — sim, aquele templo que cresce para dentro e de cujo interior fluem rios de água viva.

De fato Jesus nos chama para o impensável: tornarmo-nos habitados por Deus em plenitude: “Eu neles; e Tu em mim; e eles em nós; para que sejam aperfeiçoados na unidade”.
Ora, tal chamado à dissolvência em Deus nunca foi admitido como tal na tradição cristã. Parecia sempre algo impossível existencialmente falando. E para aqueles que criam que poderia ser de fato uma dissolvência em Deus, como infelizmente a maioria deles pouco ou nada soubessem da Graça de Deus [posto estarem sempre sob o tacão das tiranias da religião cristã], faziam a peregrinação na direção do monasticismo ou da auto-flagelação; com poucas exceções.

De fato imputou-se toda a graça da fala definida de Jesus em João 17, na qual Ele dizia que aquilo não era um sonho, mas uma condição para se estar Nele e Dele usufruir a vida, ao tal Conceito criado pelo Cristianismo, e que era acerca daRealização Forense e Judicial de tudo o que Jesus disse e não aconteceu.

Na realidade tal conceito diz que nada disso, de fato, acontece mesmo, mas que Jesus fez isso ser satisfatório ao Pai, mesmo que nunca se realize como comunhão entre os homens e Deus.
O conceito do Está Consumado, que é espiritual, foi transformado pelo Cristianismo em algo de natureza Legal e Judicial, daí ser Forense; posto que o conceito fosse tirado da Lei Romana de Representação Legal; assim, Jesus era o Grande Deputado; o representante Legal do Homem no Fórum do Juízo de Deus.

Tal conceito foi aceito e se tornou satisfatório em um mundo cartorialista e judicial, mas não tem abrangência para lidar com o significado do que Jesus de fato fez; e que estava muito para além de qualquer justiça que tivesse nos paradigmas Romanos as suas referencias.
Está Feito porque já estava feito desde antes que qualquer coisa fosse feita!

O Cordeiro, em Quem todas as coisas foram criadas, foi imolado como dádiva de Vida para criar a vida, desde antes da criação de qualquer sistema, dimensão ou cosmo. Sim, pois a existência se deriva Daquele que É. 

E a vida criada decorre da Vida que é.
Entretanto, Tudo sempre esteve Feito Nele!

Quando, porém, Jesus diz que a vida dos discípulos seria estabelecida pela comunhão deles com Deus, numa loucura de interpenetrações...; posto que seja “Eu neles; e Tu em mim; e eles em nós; para que sejam aperfeiçoados na unidade” — Ele não criava qualquer pretexto que justificasse o adiamento da experiência; visto que Jesus dissesse que ela, a experiência de dissolvência interpenetrante do infinito no finito, como morado do infinito no finito, e com a dissolvência do finito no amor infinito — era isto mesmo que Ele estava dizendo.

Ou seja: que a vida com Deus que vale ser assim chamada, é marcada pela absorção de Deus em nós, com a conseqüente entrega de nossa vida ao amor de Deus, o que gera essa crescente dissolvência de nós Nele.

Na realidade se poderia dizer que Jesus convida para um budismo ao contrário.
Sim, pois o budismo convida para a dissolvência do ser no mar do Nada; do Nirvana Absoluto; mas que é uma dissolvência na Impessoalidade; e mais: tal somente acontece depois de um longo ciclo de iluminações que decorrem da mortificação do ego/adoecido pela via da compaixão — embora o destino eterno do Iluminado seja não saber de si quando atingir o clímax, que é a dissolvência no Tudo/Nada.

Em Jesus, no entanto, o convite é para a dissolvência no amor, na Pessoalidade Absoluta, na fusão dos entes capazes do amor; e isto não no fim de um processo, mas como ignição para que se cresça em qualquer que seja o processo...
Ora, a simples descrição do que seja o desejo de Jesus expresso em João 17, já nos assusta; posto que nenhum de nós de fato almeje a entrega do ser em estado de dissolvência e interpenetração no amor de Deus como comunhão.

A gente quer um Deus que exista e que venha quando invocado. Mas poucos de nós queremos nos dissolver no Seu amor mediante a entrega.
É claro que essa plenitude não se plenifica da noite para o dia...
Porém, quando alguém de fato entende que vida com Jesus é entrega do ser à dissolvência da vida no amor de Deus, então não dá mais para pensar que aquilo que o Cristianismo convencionou definir como os elementos decisivos da formação de um cristão..., tenha qualquer que seja a relevância; a menos que ponha a pessoa no estado de entrega, o qual carrega a gravidade e a inescusabilidade das seguintes e eternas palavras:

“Eu neles; e Tu em mim; e eles em nós; para que sejam aperfeiçoados na unidade”.
Vida com Deus que forma gente/igreja é assim...
Jesus em mim; o Pai em Jesus; e eu Neles.

É assim com o individuo a fim de que assim seja com a comunhão dos indivíduos, que é a Igreja.
Então, quando é assim em cada um, assim se torna para todos; portanto e desse modo, realizando o chamado plural de tal evocação em Jesus:

“Eu neles; e Tu em mim; e eles em nós; para que sejam aperfeiçoados na unidade”.

Você crê nisso?

Deseja isso para você?

Ora, nesse caso, o tema Igreja nem aparece entre aqueles cujos corações vivem de tal loucura e fusão em Deus.











Fonte: https://www.caiofabio.net/conteudo_detalhe.php?codigo=05080

NOvos Fundamentalistas



                                        OS NOVOS FUNDAMENTALISTAS...


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Chegará à hora em que o fundamentalismo religioso, tanto Islâmico quanto o da Nova Era [que é um caleidoscópio de todas as formas de gnosticismo esotérico e espiritualista], pela certeza da falência espiritual, moral, histórica do Cristianismo, haverão de se tornar cada vez mais agressivos; e, expressarão tal agressividade contra os cristãos e o Cristianismo, como quem preta culto a Deus; seja lá qual for "o Deus" ou "o Ungido" que aguardem nesta Era de Aquários.

Todos os textos que posto aqui sobre Esoterismo, Budismo, Islamismo, Nova Era, ou mesmo sobre as "viagens" deles acerca de fazer Jesus não-histórico, de um lado, na mesma medida em que se servem dos mesmos evangelhos que denunciam como fabricação humana dos cristãos, a fim de reforçar, quando é conveniente, a idéia de Jesus como o Representante da Era que passou e da qual o "Cristianismo" foi a incorporação histórica — recebem [os textos] resposta imediata e dogmática de alguém que se diz representante de tais idéias e que me escreve com "Quero veementemente protestar de modo ABSOLUTO contra o que você escreveu..."

Ou seja: a maioria desses são ex-cristãos, os quais ficaram cansados do Cristianismo e sua burrice humana e espiritual, e, agora, uma vez que pensam que o que de Jesus se poderia conhecer é revelado pelo Cristianismo, e como não é assim..., ficam com o engano de que souberam o que é o Evangelho..., mas, pelo que ficaram sabendo e viram..., perceberam que nada ali era verdade...
Ora, para tais pessoas o “Cristianismo” é o ente que oferece o que Jesus teria a oferecer...; ou seja: nada além do Cristianismo...
Assim, dentro de mais um tempo, nem tanto já aqui no Brasil e no chamado antigo 3º Mundo, mas logo, logo na Europa e nos Estados Unidos, se verá este tipo de embate cada vez mais acentuado.
Eu aprendi a gostar de perseguição, pois, vejo que sempre foi dela que surgiu o susto que acordou os discípulos desde sempre!

Interessante em meio a tudo isto é verificar que o "Código Da Vince" se tornou a "bíblia" deste novo tempo, não como livro de leitura, mas como ficção mais levada a sério do que a Bíblia.
Com a Era Da Vince os "Evangelhos Apócrifos" de Filipe, Maria Madalena e Judas [obras do 3º século e produzidas por gnósticos, fazendo adaptação de Jesus às suas próprias crenças e interesses] — tornaram-se os evangelhos deste tempo, visto que foi a partir deles que Dan Brown, o crente Davinciano e autor do livro templário pós-moderno, o tal "Código Da Vince", erigiu sua tese fabulosa...

O fato é que cada um come o que gosta e no fim é tudo a mesma...
Nós, porém, cada vez com mais ousadia, pregaremos cada vez mais apenas o Evangelho!
Entretanto, não dá mais para ficar sabendo do Evangelho apenas aquilo que as "igrejas" ensinam, pois, agora, o nível de articulação e compreensão tem que ser bem mais profundo; e os crentes não estão preparados para nada disso.

A cabecinha oca dos cristãos..., sem razão da esperança e sem conhecimento de Jesus, não suportará a avalanche de criações e de argumentos que estão sendo montados todos os dias...
A ignorância dos cristãos sobre a Palavra os deixa em estado de total vulnerabilidade; e digo isto pelo nível de conflito que tais coisas geram na mente dos crentes, que me escrevem aturdidos, querendo saber se realmente a história de Jesus se parece com as histórias dos mitos egípcios, gregos, celtas, etc...

E fazem isto com a fraqueza dos que nunca conheceram o Evangelho e com o conflito de quem se deixa persuadir por qualquer argumento; afinal, até o "argumento" cristão os convenceu um dia, o que prova que são convencíveis por qualquer argumento, posto que no "Cristianismo" os argumentos só sejam validos para quem não tenha mesmo o que dizer, posto que o "Cristianismo" só convença "cristãos"...

É hora de voltar a ler a Palavra. É hora de ficar culto no espírito. É hora de saber o que está acontecendo... É hora de estar mais que esperto e com os olhos bem abertos!
A esta altura já deve haver "cristãos" se preparando para a briga... São os Cruzados Modernos... Acham que vão ganhar esta no braço, quando nem sabem que no tempo que tinham poder, na virada do 1º para o 2º milênio, ainda assim "perderam" para Saladino.

Jesus prometeu que a Sua Igreja venceria o Inferno, mas nada disse sobre o "Cristianismo", o qual não carrega nenhuma promessa de Jesus feita a Constantino, o fundador do Cristianismo.
Chegará a hora em que toda brincadeira "gospel" acabará no mundo inteiro, e, nesse tempo, somente quem andar com Jesus mesmo e no Evangelho de verdade, é que suportará a pressão.
O que está acontecendo ainda no Brasil, com todo esse show de paganidade cristã na Televisão, e na mídia em geral, não é o que está acontecendo na Terra.

Portanto, não pense que no mundo as coisas são como são aqui, pois, de fato, já não são, e, possivelmente, jamais voltem a ser...
Aqui, pela religiosidade católica e pela força de massa dos Evangélicos, ainda se terá tanto o circo como a liberdade para praticá-lo por um bom tempo...
Mas, não durará também para sempre...
Ora, quanto antes tudo isto aconteça, antes se verá quem é quem; quem crê mesmo...
Pense nisso e tome posições espirituais sérias!

Nele, que não nos deixou desavisado.






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quinta-feira, 11 de maio de 2017

A ceia e os traficantes de Ópio



                           A CEIA E OS TRAFICANTES DO ÓPIO DO POVO

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Tem gente que se não tomar a Ceia sente que o mês não será bom.

Tem gente que se tomar a Ceia num dia em que “não esteja bem”, segundo sua interpretação moral e de justiça própria, poderá morrer... E morre.

Eu tomarei e distribuirei a Ceia do Senhor “até que Ele venha”, fazendo “sempre” em “memória” Dele.

E mais: farei sempre como Paulo disse que deveria ser (I e II Coríntios), tanto no significado (I Coríntios 11), quanto no modo (II Coríntios 8-9).

A Ceia é um dos únicos ritos do Novo Testamento, e foi afirmada por Jesus: “todas as vezes... fazei em memória de mim...”.

Paulo manda que assim seja até à volta do Senhor.

Que dúvida ainda pode existir quanto a tomar e ministrar a Ceia ou não nos dias de hoje?

Ora, quem nunca conheceu a Graça, quando dela ouve falar, corre o risco de, não tendo ciência na Palavra e no Espírito, ir para o pólo oposto.

Além disso, a Ceia não apenas deve ser tomada e ministrada, mas também pode ser ministrada por qualquer um. E isso é puro e santo.

Essa história de que só “pastor ordenado pela igreja” é que pode ministrar a ceia ainda é um remanescente sacerdotal oficial que a Reforma Protestante não aboliu; ao contrário, fortaleceu.

Reforma... e Ceia.

Discutiram tanto sobre a questão da transubstanciação que não trataram de outra grande perversão: a sacerdotalização da ministração dos chamados “sacramentos”.

Afirmar e impor que somente os “ordenados” pela “igreja” é que podem ministrar o batismo e a Ceia é pecado contra o mandamento da não acepção de pessoas. É o eco de antigos paganismos. É ainda a linhagem do bruxo oficial ou do sacerdote legal prevalecendo entre aqueles que deveriam saber que somos todos um reino de sacerdotes.

A Ceia deve ser tomada e ministrada por qualquer discípulo ou grupo de discípulos, e sempre que a vontade de adoração e gratidão o determinarem.

A Ceia não se gasta. Não tem falta de estoque. Não precisa ser nem economizada e nem exagerada.

Deve ser Eucaristia, ou seja, ação de graças!

A Ceia também não é o rito que sucede o batismo. Ela é, isto sim, o rito de quem crê. Assim, a ordem dos eventos não importa quando a fé já encheu o coração.

Quem determinou a seqüência — primeiro o batismo e depois a Ceia — foi a religião, e isso como mecanismo de controle do povo pela via da gestão autorizada dos sacramentos.

Tudo coisa da Máfia da Crença. Sim! Coisa dos Traficantes de Ópio do Povo!

O papel espiritual e psicológico da Ceia é o de elevar a gratidão por Deus em Cristo.

A Ceia não é a Arca da Aliança, na qual somente os “santificados pelo sacerdócio” poderiam tocar sem morrer — conforme acontece na forma de crença mesmo entre os Reformados.

A Ceia do Senhor é o signo presente da Ceia daquele senhor das parábolas de Jesus. Primeiro foram convidados os que se diziam amigos. Mas como eles não vieram, mesmo sendo “judeus”, então o convite se estendeu a nós, os mancos, coxos, cegos, maltrapilhos, mendigos, doentes, aflitos, perdidos na noite e nos becos do medo e da solidão.

Hoje, como os “cristãos” viraram “judeus” na arrogância da religião, então aquele senhor está mandando chamar outro povo, que a “ele” atenderá com alegria e gratidão e virá feliz para a sua Ceia.

A vestimenta para a Ceia do Senhor — que é a vida e não apenas o rito — é aquela que Ele mesmo concede e manda que nos seja disponibilizada para que a vistamos.

É a única veste que nos veste para a Ceia!

A justiça própria, a moral, o virtuosismo das aparências, a integridade, a seriedade, as formalidades, as reverências externas, e todos os gestos sagrados não nos habilitam para fazermos parte, vestidos ou nus, da Ceia do Senhor.

Tomar e comer a Ceia em pecado é tomar e comer com arrogância de justiça própria, com superioridade, com a certeza de ser adequado para aquela hora e papel. Ou seja, com vestes próprias.

Ninguém que tome e coma, tendo um coração quebrantado, grato, arrependido, consciente da Graça e a ela ligado em fé no amor de Deus, jamais tomará a Ceia em pecado. Pois quando o coração está assim, o sangue de Jesus, o Filho de Deus, que é o Cordeiro Eterno, nos purifica Hoje de todo pecado; Sempre!

Ele Tira o pecado do mundo. É sempre ato contínuo...

Tomar a Ceia em pecado é tomá-la sem consciência de gratidão quando já se tem a informação e já se disse que nela se crê.

Bêbados da rua não pecam quando tomam do pão e do vinho. Mas sacerdotes distraídos, indiferentes, hipócritas, mecânicos, ritualistas e ingratos, esses pecam sempre que realizam a Ceia “para os outros” fazendo-o como se fossem autômatos de Deus.

A Ceia também deve suscitar em nós espírito de acolhimento fraterno, deve nos fazer exercitar a generosidade, deve nos estimular a compartilhar com o próximo o nosso pão e o nosso vinho. Pois na igreja do Caminho, todos traziam de casa e a mesa era comum. Quem tinha mais, mais trazia. Quem tinha menos, menos trazia. E quem não tinha nada, trazia a si mesmo, e os demais o serviam em amor. Assim era. Assim deveria ser. Assim pode ser no espírito e no entendimento.

Teria muito a falar. Mas este é um texto em um site, e não um livro.

Entretanto, pense e pratique, pois sei que o que está acima é Evangelho de Jesus.

Nele, que se deu como pão e vinho, em carne e sangue, e que pela Palavra nos serve de Seu Pão e de Seu Vinho,
Caio Fabio







Fonte: https://caiofabio.net/conteudo_detalhe.php?codigo=03733

Paulo: Perfeitamente imperfeito



              PAULO: PERFEITAMENTE IMPERFEITO, IMPERFEITAMENTE PERFEITO

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Paulo escreveu sobre o amor em sua forma e expressão mais sublime (ICo13).
Aquele amor eu só conheço, com todas as suas implicações, em Jesus.
Nem o santo mais elevado em suas aspirações viveu completamente aquele amor.
O próprio Paulo tinha naquela consciência a sua motivação e seu alvo de crescimento para o ser, mas ainda não o havia alcançado.

A leitura de Atos e das cartas de Paulo nos revelam que o apostolo ainda não havia alcançado aquele nível de sentir e responder em todas as coisas—não o tempo todo!

A segunda epístola aos Coríntios, por exemplo, nos revela a dor e a passionalidade de seu ser em relação a coisas e relacionamentos para os quais a prática de I Co 13 teriam sido a cura.

A revelação recebida por Paulo, como não poderia deixar de ser, era muito maior que ele mesmo como homem. Não era dele. Era também para ele!

Aquele amor não é praticado por nós nem mesmo em relação a Deus.
Amamos a Deus de modo inferior, muitas vezes até animal e erótico nos sentimentos que em nós nascem, tais como ciúme, disputas, inveja e convicções que se fazem defender com ardores de guerreiros no campo de batalha.

Até mesmo nossa noção de Dogma é abraçada à partir de uma forma passional de amor.
No Dogma ama-se a Deus com um amor que em I Co 13 é destruído. Nossas profecias, dons, fé, caridade, e bondades—ainda estão no nível da elevação do amor psicológico ao seu nível mais superior, mas ainda é a alma amando a Deus, defendendo Deus, sofrendo por Deus e enfrentando os inimigos de Deus!

É nesse sentido que devemos dizer que o Dogma se instala como tal mediante a virtude de um amor profano. Afinal, em I Co 13, o Dogma é o Amor e não há amor para se amar o Dogma.

Daí todas as formas de amor ao Dogma serem profanas, pois, servem-se da mesma fonte de sentimento e de consciência com a qual se ama a mulher, os filhos, os amigos e a vida; ou seja: ama-se no antagonismo e na contradição!

Aquela forma de amor nos curaria a todos. E se não estamos curados—eu pelo não estou, pois vejo-me amando a Deus com ardores, calores e muitas passionalidades—é porque estamos ainda muito longe de chagarmos lá.

Pessoalmente creio que não chegaremos jamais lá, não em plenitude, enquanto estivermos presentes no corpo.

Quando amo alguém faço-o à partir de mim mesmo e de minha necessidade de ser também recompensado, seja pela alegria do retorno do sentimento, seja pela alegria de servir aquele objeto do amor. Mas eu estou mais que presente no processo. Assim como Paulo, que amava muito, mas embatia-se sobremaneira em defesa de seu próprio amor pelos que amava.

Até mesmo sua declaração em Romanos que preferiria ser separado de Cristo por amor aos seus compatriotas, ainda expressa essa forma humana e passional de amor—a mesma de um pai por seus filhos ou pelo amor de sua vida, no caso de ter de sacrificar para que o outro viva.

Paulo desviava o curso de sua natureza por amor. Jesus, todavia, não. “Ainda não é chagada a hora”—repetido por Ele tantas vezes, revela que tipo de amor Ele encarna, até para morrer.

Estou escrevendo isto para dizer somente uma coisa:

Se amamos a Deus com amor profano, nossos Dogmas habitam a terra da profanidade. E, se é assim, o Dogma, em si, será tanto mais neurótico como Dogma a ser defendido, quanto mais passional for o seu defensor.

Daí os defensores obcecados de um Dogma estarem dando muito mais que testemunho de seu amor por Deus, uma declaração de como é interiormente a sua própria alma.

Quem alcançou o amor como Dogma, pelo simples fato de estar imerso no amor, já não ladra e nem morde!

Portanto, toda ortodoxia que mata e oprime é, antes de tudo, um des-testemunho da presença do amor.

Quem mergulhou na dimensão do Amor já não tem o que defender, pois, no coração, sabe que o que é, é; e o que não é, não é—talvez mesmo jamais venha a ser!


Caio Fabio






Fonte: https://caiofabio.net/conteudo_detalhe.php?codigo=00165

Carta de Paulo a um Jovem tímido



                                     CARTA DE PAULO A UM JOVEM MUITO TÍMIDO

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De: Paulo, servo de Deus, e apóstolo de Jesus Cristo, segundo a fé dos eleitos de Deus, e o conhecimento da verdade, que é segundo a piedade, em esperança da vida eterna, a qual Deus, que não pode mentir, prometeu antes dos tempos dos séculos; mas a seu tempo manifestou a sua palavra pela pregação que me foi confiada segundo o mandamento de Deus, nosso Salvador!

Para: Tito, meu verdadeiro filho, segundo a fé comum: Graça, misericórdia, e paz da parte de Deus Pai, e da do Senhor Jesus Cristo, nosso Salvador!

Meu filho, te deixei em Creta para que pusesses em boa ordem as coisas que ainda restam, e de cidade em cidade estabelecesses presbíteros, conforme já instruí: Gente que for irrepreensível, marido de uma mulher, que tenha filhos fiéis, que não possam ser acusados de dissolução e que não sejam desobedientes.
A razão é uma só: convém que o lider da igreja seja irrepreensível, como despenseiro da casa de Deus, não soberbo, nem iracundo, nem "chegado" ao vinho, nem espancador, nem cobiçoso de torpe ganância. Ao contrário, deve ter o testemunho de ser dado
à hospitalidade, amigo do bem, moderado, justo, santo, temperante; e que retenha firme a fiel palavra, que é conforme a doutrina, para que seja poderoso, tanto para admoestar com a sã doutrina, como para convencer os contradizentes.
Digo isto pois a tarefa dele será árdua, porque como sabes, há muita gente desordenada, faladora, vã e enganadora, principalmente os judeus legalistas e os cristãos judaizantes—e também todos os que trocam a Cruz de Cristo pelas leis dos homens.
Acerca desses eu te digo que convém tapar a boca, pois são pessoas que transtornam casas inteiras ensinando o que não convém, por torpe ganância, são enganadores e aproveitadores.
Um deles, seu próprio profeta, disse: Os cretenses são sempre mentirosos, bestas ruins, ventres preguiçosos!
O que ele disse é verdadeiro. Portanto, eles mesmos se condenam no que falam. Então, repreende-os severamente, para que sejam sãos na fé...e não doentes e adoecedores de outros.
Para quem quiser ter uma fé sadia, eis meu conselho:
Não dêem ouvidos às fábulas judaicas e nem de qualquer outro tipo, nem tampouco dêem ouvidos aos mandamentos de homens que se desviam da verdade.
E o critério para se saber quem entendeu o que eu ensinei em Cristo, é simples:
Todas as coisas são puras para os puros, mas nada é puro para os contaminados e infiéis; antes o seu entendimento e consciência estão contaminados.
Tu me perguntas por que?
Ora, é que confessam que conhecem a Deus, mas negam-no com as obras, sendo abomináveis, e desobedientes, e reprovados para toda a boa obra. Assim, as suas obras são más porque sua consciência é impura...e é assim porque a tudo vêem com impureza.
Dessa forma, quanto mais leis humanas impõe sobre os demais, mais adoecem ao próximo e mais adoecidos ficam eles mesmos.
Tu, porém, fala o que convém à sã doutrina. Mas faze isto com todo sentido de propriedade e sabedoria, sabendo que tua missão é ajudar a abrir o entendimento de todos eles.
Assim, aos velhos, diga-lhes que sejam sóbrios, graves, prudentes, sãos na fé, no amor, e na paciência.
As mulheres idosas, semelhantemente, dize-lhes que sejam sérias no seu viver, como convém a santas, não caluniadoras, não dadas a muito vinho, mestras no bem.
Isto para que as mais idosas possam ensinar as mulheres mais novas a serem prudentes, a amarem seus maridos, a amarem seus filhos.
Além disso, devem também ser moderadas, sexualmente desejosas de seus maridos e mentalmente dedicadas e fiéis aos seus sentimentos, boas donas de casa, capazes de se sujeitarem a seus maridos pelo respeito e pela admiração, a fim de que a palavra de Deus não seja blasfemada.
Exorta semelhantemente os jovens a que sejam moderados. A juventude chama consigo os humores da imoderação.
Tu mesmo és jovem. Por isto, em tudo te dá por exemplo de boas obras. Assim, na doutrina mostra incorrupção, gravidade, sinceridade, e linguagem sã e irrepreensível.
Deves ser e fazer assim para que o adversário se envergonhe, não tendo nenhum mal que dizer de nós.
Exorta aos que servem outros a que se sujeitem a seus superiores hierárquicos, a fim de buscarem agradá-los como patrões, nunca contradizendo pelo prazer de contradizer.
Os que servem devem ser verdadeiros, não defraudando ninguém, antes mostrando toda a boa lealdade, para que em tudo sejam como um ornamento da doutrina de Deus, nosso Salvador.
Meu filho, a graça de Deus se há manifestado, trazendo salvação a todos os homens!
Ora, a manifestação da graça de Deus nos ensina que devemos renunciar à impiedade e às concupiscências mundanas, a fim de que vivamos neste presente século sóbria, justa e piedosamente.
Quem assim vive mostra estar aguardando a bem-aventurada esperança e o aparecimento da glória do nosso grande Deus e Salvador Jesus Cristo!
A motivação que nos faz viver assim, vem de crermos que Ele deu a si mesmo por nós para nos remir de toda a iniquidade, e purificar para si um povo especial.
Um povo de gente boa e santa de Deus.
Gente zelosa de boas obras.
Fala disto, e exorta e repreende com toda a autoridade.
Ninguém te despreze apenas por seres jovem!
Admoesta a todos que se sujeitem às autoridades verdadeiras e as obedeçam, e, assim, estejam preparados para toda a boa obra.
Dize-lhes também que a ninguém infamem, nem sejam briguentos, fofoqueiros e contenciosos, mas modestos, mostrando toda a mansidão e bondade para com todos os seres humanos.
Não devemos nunca esquecer como éramos noutro tempo insensatos, desobedientes, extraviados, servindo a várias concupiscências viciosas e deleites sem significado, vivendo em malícia e inveja, odiosos, e odiando-nos uns aos outros.
Mas quando apareceu a benignidade e o amor de Deus, nosso Salvador, para com os homens... tudo mudou em nossa compreensão!
E esse milagre não aconteceu em razão das obras de justiça que houvéssemos feito, mas segundo a misericórdia de Deus, que nos salvou pela lavagem da regeneração e da renovação do Espírito Santo.
O Espírito se derramou abundantemente sobre nós por causa do que Jesus Cristo nosso Salvador fez em nosso favor. E tudo fez com propósito e com desígnio.
Os que crêem em Jesus, sendo agora justificados pela graça de Cristo, devem saber-se herdeiros de Deus segundo a esperança da vida eterna.
A Palavra é Fiel!
Digo-te isto porque quero que afirmes tudo com convicção, para que os que crêem em Deus procurem aplicar-se às boas obras.
As discussões e brigas religiosas e legalistas às quais fiz referencia, para nada aproveitam, exceto para subverter aos ouvintes.
Mas as boas obras falam de si mesmas.
Daí elas serem boas e proveitosas a todos os seres humanos!
Tenho agora alguns conselhos a ti dar quanto ao exercício de teu ministério.
Não entres em questões loucas, genealogias judaicas e contendas teológicas e doutrinárias, e nos debates acerca da lei; porque são coisas inúteis e vãs.
Ao homem que perverte a verdade do Evangelho, depois de uma e outra admoestação, evita-o.
Fica sabendo que essa pessoa está pervertida na consciência, e peca na constituição de seu próprio pensar arrogante e independente de Deus, estando já em si mesmo condenado, pois, não crê no evangelho da graça.
Quando eu enviar Ártemas, ou Tíquico para te substituírem aí em Creta, procura vir ter comigo em Nicópolis.
Decidi passar o inverno ali, é menos frio para mim.
Dá toda atenção à Zenas, doutor da lei, e também a Apolo, para que nada lhes falte.
Ensina os nossos irmãos em Creta a aprenderem também a aplicar-se às boas obras, e busquem investir sua energia em coisas que sejam necessárias, para que não sejam infrutuosos.
Graça não nos dá um certificado de esterilidade.
Estimula-os a crescerem nas virtudes do amor.
Todos os que estão comigo te enviam um forte abraço. E por favor, saúda os que nos amam na fé.
A graça seja com todos.
Amém.






Fonte:https://caiofabio.net/conteudo_detalhe.php?codigo=00163

Paulo, Freud e os evangélicos



                                              PAULO, FREUD E OS EVANGÉLICOS

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Paulo é o ser menos estereotipadamente “freudiano” que conheço. Não transfere a responsabilidade de nada para ninguém que não seja o próprio sujeito.
Nem o diabo leva a culpa. No máximo se aproveita do que lhe é oferecido.
Aliás, em Paulo o diabo não tem tanto Ibope.

Fala dos principados e potestades, mas os põe sob o desprezo oriundo da vitória da Cruz.
E quanto a Satanás...não lhe ignoramos os desígnios.
Para enfrentar os “poderes do mundo invisível” ele oferece sandálias, capacete, escudo, espada, couraça e vestes íntimas...isso no Dia Mal. Mas garante que se houver vigilância em oração é possível permanecer inabalável.

Para ele o grande problema não era o diabo, era o próprio homem. O velho homem, nascido de Adão e as obras de sua própria carne ou corpo de morte.
Ao analisar o problema, ele, entretanto, conclui sempre com a responsabilidade pessoal:
Desventurado homem que sou...
Sou o principal pecador...
O pecado habita em mim...
O bem que prefiro, eu não faço...
O mal que detesto, este mesmo eu faço...
Não há em Paulo nenhuma fixação temática por qualquer pecado “tópico”.
As listas de corrupção do ser que ele apresenta põe todas as coisas no mesmo saco, de inveja e gritarias à feitiçarias e idolatrias—esta última para ele bastante vinculada a avareza.
O pecado habita o ser...e pode se manifestar ou não no fazer...mas mesmo que não apareça, não deixar de ser e estar.

A cura não é mágica. É um processo de confiança em fé na justificação e continua por toda a existência. E não adianta ficar cheio de auto-proibições, tipo: não pegues, não toques, não proves e nem bebas. Tais coisas são só “fachada”, mas não ajudam na luta contra a idolatria dos sentidos, a sensualidade.
Cada um que se julgue, diz ele.
Cada um que se examine, afirma ele.
Todos são indesculpáveis...
Por Adão o pecado entrou no mundo, mas Adão não é o bode expiatório, pois, todos pecaram.
Em Paulo, Adão sou eu...ele era Adão...cada um é Adão.
Adão é a natureza herdada...mas que não se auto-determina fatalistamente pela herança, mas pela confirmação da herança, pois, todos pecaram à semelhança do pecado de Adão.
É porque a culpa é minha que Paulo diz que Só Cristo pode levá-la por mim...e somente Ele pagou o preço...e somente Ele poderia pagá-lo.
Não depende de quem quer nem de quem corre...mas cada um veja como anda...não em dissoluções para o ser.
Em contra partida...

Os evangélicos são os seres mais "freudianos" que conheço: "transferem" sempre a responsabilidade de tudo para o diabo e “só pensam naquilo”.
Para os evangélicos o diabo é o responsável por só se pensar em sexo.
Aliás, o único pecado que existe na culposa e neurótica consciência “cristã” é o pecado sexual. O resto pode...pode-se tudo...desde que não seja sexual o que se pode.

Assim, fazem uma remetência de tudo para “aquilo” que se carrega entre as pernas.
Carne, para a maioria dos cristãos, não é maior que o prepúcio ou a genitália--herança judaica!
Nem Freud escapou da herança. Falou como um judeu e um judeu imerso na cultura ocidental...judaico-cristão.

Um chinez não "criaria" uma psicologia "freudiana"...esse "grilo" não habita o inconsciente coletivo e nem a consciência individual dos orientais.
O ocidente é que se "freud"...
Daí Paulo dizer que a fixação judaica na circuncisão era um problema "freudiano". Mas diz: deixem-me fora disto. E afirma que se alguém gosta de circuncisão deve ser por outras razões...ou seja: para se gloriar na carne.

Então diz: Oxalá se castrem a si mesmos—Gálatas, para quem não fez a associação.
E depois os “cristãos” queixam-se de Freud...
Ora, Freud apenas mostrou o nível da nossa fixação neurótica na questão.
Para Freud os mecanismos inconscientes sempre buscam um escape de responsabilização projetada sobre outros—sejam as figuras parentais ou as figuras de autoridade.
Para Paulo, tal consideração não existia como "desculpa". E, o oposto--a tentativa de auto-justificação--somente adoecia ainda mais o ser.
Em Paulo o sexo era apenas aquilo que a gente faz o sexo se "tornar".
É "freud", mas é verdade!
Assim, muita gente se "freud" botando a culpa em Freud.
Paulo, entretanto, não "freud" nada.
Estou convencido de que todas as coisas são puras para os puros—diz ele.
Desse modo, Paulo tira o eixo culposo de fora do ser e o chama para o olhar do ser.
Nada pode ser mais libertador e nem mais revolucionário.
Quem conhece a revelação que Jesus deu a Paulo, não se "freud" pela vida...
E se algo acontecer, a culpa não é de Freud.
A culpa é de quem se "freud" e bota a culpa nele.
A culpa de Paulo era de-si-mesmo...e essa culpa já não era dele, pois Jesus a rasgara na Cruz.
O escrito de dividas fora cancelado e encravado na Cruz!
Assim, os principados e potestades passaram a alimentarem-se apenas de que "se freud" e não por não crer na Cruz...
Em Cristo, não se busca um culpado, mas se expia a culpa.
Cada um que se julgue.
E bem-aventurado é aquele que não se condena naquilo que aprova.
Afinal, tudo o que não provêm de fé é pecado.




Fonte: https://caiofabio.net/conteudo_detalhe.php?codigo=00167



Mundo de Paulo



                               DE QUE TAMANHO ERA O MUNDO DE PAULO?

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Deus Em Cristo Reconciliou o Mundo...

Paulo olhava para a Encarnação e via reconciliação.
Aliás, a Encarnação é a reconciliação de todos os impossíveis.
O finito e o infinito se fundiam.
O tempo e a eternidade se encontravam sem explicação.
A material e o imaterial se fizeram uma coisa só.
A carne e o espírito pararam de guerrear.
O Criador se cobriu com a criação.
A semelhança de Deus se mostrou por inteira no homem.
Deus estava em Cristo!
Para Paulo esta era a Gloria!
                                                                           
Ele diz em Romanos 5:11 que, em razão disso, gloriava-se em Deus por nosso Senhor Jesus Cristo, pelo qual agora temos recebido a reconciliação.
Até mesmo os “piores momentos da Encarnação”—a rejeição de Jesus pelos que eram “Seus”—não impediu a Glória da ação reconciliadora de Deus.
Paulo diz em Romanos 11:15 que a rejeição dos judeus pelo Messias se expressou como reconciliação do mundo. 

Na Encarnação Deus havia afirmado que todas as coisas provêm de Deus, e que Ele reconciliou consigo mesmo por Cristo, e nos confiou o ministério da reconciliação, conforme II Coríntios 5:18.
E a conclusão dele só poderia ser uma:
A Encarnação afirmava que Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não imputando aos homens as suas transgressões. 

Em Cristo o mundo estava sendo reconciliado com o Criador, que também é o salvador de todos os homens, mas especialmente dos fiéis.

Assim, Paulo se via como um embaixador que andava pela terra dizendo a todos os homens que agora não precisa mais haver medo de Deus.
Jesus pagou o preço. 

Quem crê pode usufruir todo o bem.
A convicção dele era que Deus entregou àqueles que creram o privilégio de anunciar a palavra da reconciliação, conforme II Coríntios 5:19.
Tais palavras não poderiam ser mais amplas e nem mais positivas.
Ele não era portador de más notícias, mas de Boas Novas.

E enquanto o mundo for mundo e a Terra for a Terra, não haverá outro Evangelho a ser anunciado aos homens que possa ser diferente deste e...ainda assim, arrogar-se a auto-denominar-se de Boas Novas.
Deus estava reconciliando o mundo consigo mesmo em Cristo.
Não há nada que ninguém possa fazer para mudar o que já está feito.

Está consumado!
Nenhum concílio humano terá, aos olhos de Deus, a autorização para diminuir o aplicativo de tão grande salvação.
O problema é que o “mundo dos cristãos” é apenas do tamanho do Cristianismo.
Deus, porém, em Cristo, reconciliou consigo mesmo o Mundo.
Amou o Mundo. 

Deus Seu Filho pelo Mundo.
Não imputou aos homens as suas culpas.
E nos confiou essa mensagem.
Quem deu autorização para quem quer que seja tornar a Graça de Deus menor do que ela é?
Paulo chamaria tal pessoa de inimiga da Cruz de Cristo...e diria: Anátema!

Pense nisto!

Caio Fabio.




Fonte: https://caiofabio.net/conteudo_detalhe.php?codigo=00171


quarta-feira, 10 de maio de 2017

Igreja em Paulo

                                            A PALAVRA IGREJA EM PAULO

                               Imagem relacionada

                     Paulo fala em Igreja mais que qualquer outro dos apóstolos.

Pare ele, no entanto, a igreja tem três tratamentos:


1. A igreja como lugar onde os irmãos se encontram. Naqueles dias quase sempre em casa. 
Para essa “igreja” ele escreve cartas com endereço certo. Fala dela em geral na introdução e nas despedidas.
2. A igreja como ente espiritual que existe aos olhos de Deus como a Universal Comunhão dos Santos. Essa é a igreja dos conteúdos das cartas. É a igreja como verdade e como proposta.
3. A igreja como organização instituída como organismo, não como uma empresa com uma missão de conquista. Nesse aspecto Paulo não fala em igreja, mas em Corpo, membros e dons. 
Para Paulo alguém era membro da igreja não quando se filiava, mas pela sua própria inserção em Graça na comunhão do Corpo de Cristo.


4. Leia agora os textos abaixo.

RECOMENDO-VOS, pois, Febe, nossa irmã, a qual serve na igreja que está em Cencréia, Rm 16:1

Saudai também a igreja que está em sua casa. Saudai a Epêneto, meu amado, que é as primícias da Acaia em Cristo. Rm 16:5

Saúda-vos Gaio, meu hospedeiro, e de toda a igreja. Saúda-vos Erasto, procurador da cidade, e também o irmão Quarto. Rm 16:2

À igreja de Deus que está em Corinto, aos santificados em Cristo Jesus, chamados santos, com todos os que em todo o lugar invocam o nome de nosso SENHOR Jesus Cristo, Senhor deles e nosso: I Co 1:2

Por esta causa vos mandei Timóteo, que é meu filho amado, e fiel no Senhor, o qual vos lembrará os meus caminhos em Cristo, como por toda a parte ensino em cada igreja. I Co 4:17

Então, se tiverdes negócios em juízo, pertencentes a esta vida, pondes para julgá-los os que são de menos estima na igreja? I Co 6:4

Portai-vos de modo que não deis escândalo nem aos judeus, nem aos gregos, nem à igreja de Deus. I Co 10:32

Porque antes de tudo ouço que, quando vos ajuntais na igreja, há entre vós dissensões; e em parte o creio. I Co 11:18

Não tendes porventura casas para comer e para beber? Ou desprezais a igreja de Deus, e envergonhais os que nada têm? Que vos direi? Louvar-vos-ei? Nisto não vos louvo. I Co 11:22
E a uns pôs Deus na igreja, primeiramente apóstolos, em segundo lugar profetas, em terceiro doutores, depois milagres, depois dons de curar, socorros, governos, variedades de línguas. I Co 12:28

O que fala em língua desconhecida edifica-se a si mesmo, mas o que profetiza edifica a igreja. I Co 14:4

E eu quero que todos vós faleis em línguas, mas muito mais que profetizeis; porque o que profetiza é maior do que o que fala em línguas, a não ser que também interprete para que a igreja receba edificação. I Co 14:5

Assim também vós, como desejais dons espirituais, procurai abundar neles, para edificação da igreja. I Co 14:12

Todavia eu antes quero falar na igreja cinco palavras na minha própria inteligência, para que possa também instruir os outros, do que dez mil palavras em língua desconhecida. I Co 14:19
Se, pois, toda a igreja se congregar num lugar, e todos falarem em línguas, e entrarem indoutos ou infiéis, não dirão porventura que estais loucos? I Co 14:23

Mas, se não houver intérprete, esteja calado na igreja, e fale consigo mesmo, e com Deus. I Co 14:28

E, se querem aprender alguma coisa, interroguem em casa a seus próprios maridos; porque é vergonhoso que as mulheres falem na igreja. I Co 14:35

Porque eu sou o menor dos apóstolos, que não sou digno de ser chamado apóstolo, pois que persegui a igreja de Deus. I Co 15:9

As igrejas da Ásia vos saúdam. Saúdam-vos afetuosamente no Senhor Áqüila e Priscila, com a igreja que está em sua casa. I Co 16:19

PAULO, apóstolo de Jesus Cristo, pela vontade de Deus, e o irmão Timóteo, à igreja de Deus, que está em Corinto, com todos os santos que estão em toda a Acaia. II Co 1:1

Porque já ouvistes qual foi antigamente a minha conduta no judaísmo, como sobremaneira perseguia a igreja de Deus e a assolava. Gl 1:13

E sujeitou todas as coisas a seus pés, e sobre todas as coisas o constituiu como cabeça da igreja, Ef 1:22

Para que agora, pela igreja, a multiforme sabedoria de Deus seja conhecida dos principados e potestades nos céus, Ef 3:10
A esse glória na igreja, por Jesus Cristo, em todas as gerações, para todo o sempre. Amém. Ef 3:21

Porque o marido é a cabeça da mulher, como também Cristo é a cabeça da igreja, sendo ele próprio o salvador do corpo. Ef 5:23

De sorte que, assim como a igreja está sujeita a Cristo, assim também as mulheres sejam em tudo sujeitas a seus maridos. Ef 5:24

Vós, maridos, amai vossas mulheres, como também Cristo amou a igreja, e a si mesmo se entregou por ela, Ef 5:25

Para a apresentar a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, mas santa e irrepreensível. Ef 5:27

Porque nunca ninguém odiou a sua própria carne; antes a alimenta e sustenta, como também o Senhor à igreja; Ef 5:29

Grande é este mistério; digo-o, porém, a respeito de Cristo e da igreja. Ef 5:32

Segundo o zelo, perseguidor da igreja, segundo a justiça que há na lei, irrepreensível. Fl 3:6
E bem sabeis também, ó filipenses, que, no princípio do evangelho, quando parti da Macedônia, nenhuma igreja comunicou comigo com respeito a dar e a receber, senão vós somente; Fl 4:15

E ele é a cabeça do corpo, da igreja; é o princípio e o primogênito dentre os mortos, para que em tudo tenha a preeminência. Cl 1:18

Regozijo-me agora no que padeço por vós, e na minha carne cumpro o resto das aflições de Cristo, pelo seu corpo, que é a igreja; Cl 1:24

Saudai aos irmãos que estão em Laodicéia e a Ninfa e à igreja que está em sua casa. Cl 4:15

E, quando esta epístola tiver sido lida entre vós, fazei que também o seja na igreja dos laodicenses, e a que veio de Laodicéia lede-a vós também. Cl 4:16

PAULO, e Silvano, e Timóteo, à igreja dos tessalonicenses em Deus, o Pai, e no Senhor Jesus Cristo: Graça e paz tenhais de Deus nosso Pai e do Senhor Jesus Cristo. I Ts 1:1

PAULO, e Silvano, e Timóteo, à igreja dos tessalonicenses, em Deus nosso Pai, e no Senhor Jesus Cristo: II Ts 1:1

(Porque, se alguém não sabe governar a sua própria casa, terá cuidado da igreja de Deus?); I Tm 3:5

Mas, se tardar, para que saibas como convém andar na casa de Deus, que é a igreja do Deus vivo, a coluna e firmeza da verdade. I Tm 3:15

Se algum crente ou alguma crente tem viúvas, socorra-as, e não se sobrecarregue a igreja, para que se possam sustentar as que deveras são viúvas. I Tm 5:16

E à nossa amada Áfia, e a Arquipo, nosso camarada, e à igreja que está em tua casa: Fm 1:2

À universal assembléia e igreja dos primogênitos, que estão inscritos nos céus, e a Deus, o juiz de todos, e aos espíritos dos justos aperfeiçoados; Hb 12:23


Fonte: https://www.caiofabio.net/conteudo_detalhe.php?codigo=00152

domingo, 7 de maio de 2017

Abrindo coração do livro de Jó





                              ABRINDO O CORAÇÃO DO LIVRO DE JÓ

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O livro de Jó sempre me encantou. Nele até as heresias soam verdadeiras. Ele é poético, daí o problema, pois, a poesia sempre traz consigo o poder de convencer, ou, pelo menos, de nos fazer respeitar mesmo que seja a verdade besuntada de mentira.

Esta pode ser uma das razões do Livro de Jó ser tão mal percebido. Ele é tão poético que em suas falas entremeiam-se verdades e mentiras, numa oscilação que vai da mentira-mentira à mentira-verdade e da verdade-mentira à verdade-verdade, o que confunde a percepção objetiva.

E não seria isto parte da risada de Deus sobre a nossa presunção? 
A fim de dar a você algumas simples “entradas” ao texto, quero que você preste atenção, nas quatro diferenciações que vêm a seguir:

1. A mentira-mentira é o engano em si, só sendo aproximadamente projetável em plenitude-simbólica na figura de Satanás. A verdade é, todavia, que nem Satanás conhece totalmente o próprio engano, pois, até mesmo para se ser o Enganador é preciso que tenha havido nesse ser um mínimo de autoengano inicial, e que veio, posteriormente, a tornar-se engano consciente e assumido como finalidade dessa malévola existência pessoal. A verdade sobre a mentira é a seguinte: somente Deus conhece o que é o engano! Nenhuma de Suas criaturas chegou até ao abismo do Abismo. Há um limite para as criaturas até no Abismo. E o limite do Abismo é o abismo do Mistério de Deus, que nenhuma de Suas criaturas jamais conheceu ou conhecerá em plenitude. Conhecer a Deus é o orgasmo infinito do ser!

2. A mentira-verdade é a mentira maquiada de realidades da vida aplicadas fora do contexto, o que acontece todos os dias nas mínimas coisas do nosso cotidiano, e, aparece, insistentemente, de vez em quando, até mesmo no modo como nos defendemos, escudando-nos à sombra de correções exteriores que encobrem nossas verdades negativas. Então adoecemos na alma, pois, quanto mais moralmente cristão é o consciente humano, mais tragicamente pagão, torna-se o seu inconsciente.

3. A verdade-mentira é a manipulação da verdade. Todo uso da verdade a corrompe, tira dela a verdade-de-ser, pois, ela já vem carregada com as finalidades e utilidades que a ela atribuímos, de acordo com a conveniência do momento. É a verdade para o consumo, é produto da arte de falar de Deus e da vida no palco das falsas impressões.

4. A verdade-verdade é aquela que só é possível se a procedência for à boca de Deus. Somente Deus conhece a verdade-verdade. É por isso que joio e trigo crescem juntos na Terra e não nos é possível distinguir um do outro com certeza. E toda tentativa de o fazer é mais danosa (joio é erva daninha), que existência do joio em si mesmo.

Há apenas uma coisa que os diferencia na Terra: o amor. Por esta razão, é muito mais provável que o joio é que tente arrancar o trigo do campo, que o trigo arrancar o joio de seu território. O trigo alimenta e traz vida. O joio se esconde e se aproveita dele, mas nunca perde uma oportunidade de se fazer passar por ele, e, eliminá-lo é sua melhor chance!

A questão é: o joio sabe que é joio? E o trigo sabe que é trigo? Quem o confessaria? Quem teria em si a verdade-verdade a ponto de enfrentar todos os enganos para se ver? Quem teria essa coragem? Certamente quem a possuísse não seria jamais um “joio-pleno”, pois “aquele que julga a si mesmo, não é julgado”.

O trigo sabe que é trigo? Mas se o sabe, não o alardeia com certeza que acuse a existência personificada do joio num outro ser humano. Antes, ao “cair na terra, morre; e dá muito fruto”. O joio não muda o curso da natureza do trigo, pois, o trigo só sabe ser trigo!

O poder do trigo é o fruto que dá e que se faz vida em si e em outros!
E por que introduzo esse meu livro sobre Jó falando acerca de tais subjetividades?

É que o livro de Jó é exatamente o retrato de todas essas quatro diferenciações. Ora, são essas diferenciações que podem descatastrofizar as nossas existências, sem que apelemos para as interpretações morais que excluem a história humana da Graça, e, pior: excluem a Graça de toda a história dos humanos!

Essa des-gracificação da Vida nos torna tão pagãos quanto todos os que tentam explicar o mal que acomete ao próximo sempre como paga pelo pecado.

Os cristãos ainda não se deram conta de que sua “teologia” da Graça não coincide com suas interpretações cotidianas do sofrimento humano e, muito menos, não retrata com realismo os fatos da vida. E assim, sem o saberem, tornam-se parte do fluxo religioso universal - a Teologia da Terra—, que entende a questão da dor e de tudo o que seja inexplicável, a partir de um encontro de contas exatas entre Deus e o homem, anulando, assim, a Graça.

Na Graça o “encontro de contas” acontece, mas quem paga a diferença contra o homem é Aquele que disse: “Está consumado!”

O problema é que aquelas quatro diferenciações não são formuláveis como categorias morais ou históricas visíveis.

Elas são valores e essências e só começam a ser por nós discernidos quando nossas existências chegam a conscientemente lidar com a Indisponibilidade de Deus na hora da perplexidade, e, sobretudo, com as interpretações que daí procedem.

Quando esse dia chega, só chega para nós! Ele é incompartilhável. Mesmo os “melhores amigos” correm o risco de pecar ao tentarem “entender esse dia” em nosso lugar.

O dia da perplexidade é sempre solitário. E nele todo gemido é verdade e toda verdade é gemido perplexo!

Uma vez dito isto, peço que você observe cada um desses quatro elementos na leitura do Livro de Jó, a saber: mentira-mentira; mentira-verdade; verdade-mentira; e verdade-verdade.

E mais: quero que você leia o texto de Jó transcrito da Bíblia e que é parte integral deste livro. Há pessoas que assumem que já conhecem o texto bíblico, e, portanto, não o lêem; perdendo, assim, a melhor chance que a leitura propicia, pois, chega carregada da iluminação que vem diretamente da meditação na Palavra de Deus.

Meditação, oração e submissão à revelação do Espírito Santo são os agentes que transformam a Bíblia Sagrada em Palavra de Deus em nossos corações!

Após cada bloco de leitura de Jó você achará um comentário meu. Leia-o com atenção. No rodapé de cada página você encontrará notas de esclarecimentos e outras referências bíblicas que o auxiliarão na melhor compreensão do que você lê. E, por último, trarei as minhas conclusões sobre a mensagem do livro como um todo.

Se você optar por ler apenas o texto maior e deixar de lado as demais contribuições que o livro dá a você, temo que você não entenda tudo o que lhe está sendo disponibilizado. É necessário, sobretudo, que você tenha paciência e leia tudo, conferindo, na sua Bíblia, a pertinência ou não do que aqui digo.

Caso você pare de ler o livro, ou caso você só leia o que nele lhe parecer mais fácil, não faça, por favor, comentários a respeito dele. Não poderei ter respeito por quem não conferir coisa com coisa antes de fazer seu próprio julgamento. E, assim dizendo, estou estimulando você a achar nele qualquer coisa que não seja completamente bíblica e coerente com a “tese cristã”.

Ou seja, eis aqui a confissão de fé que faço neste livro:

A Graça é dom de Deus, apropriado pela fé, que também é Graça , pois, é também dom de Deus; a qual se origina do trabalho do Espírito Santo na consciência-coração humano, pela revelação da Verdade , que é Cristo Jesus; o qual é o Princípio e o Fim—Alfa e Ômega—de toda relação de Deus com a criação e todas as criaturas, visto que Ele se-fez-foi-feito-em-si-mesmo o Cordeiro imolado antecipadamente pela culpa da criatura e de toda criação, antes da fundação do mundo; sendo que, entre os homens, Sua manifestação histórica se realizou na Sua encarnação, morte, ressurreição e ascensão acima de todas as coisas; e, foi Ele, o Cordeiro de Deus, quem estabeleceu que por Sua Graça se pode ter Vida; e, isto, não é tão somente algo que se manifesta dos céus para a terra, mas também entre os humanos na forma de duas tomadas de consciência: a primeira é que quem recebeu Graça não nega Graça, pois, quem foi perdoado tem que perdoar ; e, em segundo lugar, mediante a cessação dos julgamentos entre os homens, visto que, quem foi absolvido pela Graça de Cristo já não se oferece para ser juiz do próximo; antes pelo contrário, tal percepção induz a caminhar na prática das obras preparadas de antemão para que andássemos nelas, sendo sua maior expressão o amor com que devemos nos amar uns aos outros; e, sendo assim, para tais pessoas, guiadas pelo Espírito da Graça, a germinação de seus corações na fé em Jesus, gera o fruto do Espírito que torna toda Lei obsoleta e desnecessária para a consciência que recebeu a revelação do Evangelho. O resto é invenção humana para diminuir a Loucura da Cruz e o Escândalo da Graça.

Sabendo disto, então, faça o seguinte agora:

Ore e peça ao Espírito Santo que o ilumine e o esclareça! Faça-o com a certeza de que ao final sua mente estará vendo a sua própria dor de outra forma e a de seu próximo com reverência e silêncio solidário. E, então, seu coração vai se encher de amor e vida, o que libertará você de todo medo de ser e o fortalecerá para o prosseguimento da jornada que só cessa quando conquistarmos aquilo para o que fomos conquistados.

Quem assim faz não será condenado quando a Voz de Deus se manifestar no redemoinho.

O resultado final é que você dirá: “Eu te conhecia só de ouvir, mas agora os meus olhos te vêem”.

Extraído do livro O Enigma da Graça, de Caio Fábio




Fonte: http://caiofabio.net/conteudo_detalhe.php?codigo=00218